Já temos comentado aqui no financentro.com sobre a importância das tecnologias da informação para o crescimento da economia mundial.

Isto porque estamos vivendo algo que têm se chamado de Sociedade da Informação. Elas, as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) têm se tornado cada vez mais presentes na sociedade. 

Isso, é claro, não precisa ser demonstrado em números. Está claro a cada ação que fazemos. Hoje somos dependentes das tecnologias da informação e cada vez mais. Esta situação se agravou com o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19.

O setor de tecnologias da informação, inclusive, vem oferecendo cursos gratuitos para a formação de profissionais. Isto porque estima-se que, com o crescimento do setor, em 2024 existirão 400 mil vagas para profissionais do setor. Essas vagas, no entanto, não terão profissionais com as habilidades necessárias para assumi-las. Você pode ler mais sobre essa demanda da indústria e sobre cursos gratuitos oferecidos pelas empresas neste link aqui.

 

Mais do que produtos, serviços

Ainda, é claro que mais do produtos, as tecnologias da informação se caracterizam por fomentar um setor muito mais baseado em serviço do que em produtos.

O crescimento do setor não se dá prioritariamente com a venda de produtos – celulares, computadores, tablets – mas sim com a prestação dos serviços que a Internet proporciona.

Por isso, com maior número de pessoas ficando em casa durante a pandemia, com o isolamento social, os serviços de tecnologia da informação se acentuaram ainda mais.

 

Setores ligados à TI cresceram patamares muito acima ao do período anterior à pandemia

Tal crescimento do setor de tecnologia da informação foi demonstrado em números no ano passado. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira, os subsetores de serviços ligados às Tecnologias da Informação (TI) tiveram os maiores crescimentos durante o ano de 2021.

O setor de “serviços de tecnologias da informação” foi o que teve maior crescimento durante o período de 2021. Cresceu 48,9%. 

Abaixo, vieram outros serviços ligados à TI: a) “serviços de tecnologia de informação e comunicação (TIC)” – com crescimento de 14,5%; e b) “serviços de informação e comunicação” – com crescimento de 12,8%. 

O segundo subsetor de serviços que mais cresceu durante a pandemia é o subsetor de serviços de “transporte aquaviário” – que cresceu 19,4%.

 

Outros subsetores dos serviços, no entanto, ainda não recuperaram os patamares anteriores à pandemia

O setor de serviços foi o primeiro a sentir os efeitos do isolamento social ocasionado pela pandemia. Muitos hábitos de consumo, principalmente relacionados à compra de serviços, tiveram que ser revistos pelo consumidor.

Por exemplo, setores de restaurantes, bares, casas noturnas, escolas, foram os primeiros a terem que fechar as portas para evitar a aglomeração de pessoas.

Não se sabe também se o “novo normal” – que acabou sendo tão destacado pelo menos no início do isolamento social, uma nova realidade que surgiria após o fim do isolamento social e da pandemia – reservará uma retomada de alguns setores de serviços. Por isso, o cenário de recuperação de algumas atividades é incerto.

Dentre as atividades que tiveram declínio durante a pandemia, e que mesmo com o crescimento do setor de serviços ocorrida durante o ano de 2021 ainda não recuperaram os índices anteriores, estão: 

  • serviços de alojamento e alimentação – diminui a atividade em 11,6%
  • serviços prestados às famílias – diminuição da atividade em 11,2%
  • outros serviços prestados às famílias (setor que engloba cursos de idiomas, salões de beleza, academia de ginástica) – diminuição da atividade em 10,3%
  • telecomunicações – diminuiu a atividade em 4,5%
  • transporte aéreo – diminui a atividade em 3,3%

 

Turismo cresce, mas ainda está em patamar bem inferior ao anterior à pandemia

Desta maneira, analisando os números, o que se vê é que os subsetores de serviços ligados ao turismo são os que ainda não conseguiram recuperar totalmente as perdas durante a pandemia.

Embora em dezembro de 2021 o setor tenha apresentado crescimento de 3,5%, e no acumulado do ano de 2021 o crescimento tenha sido de 21,1%, o subsetor ainda está 11,4% de declínio em relação ao período anterior à pandemia.

 

Crescimento do setor de serviços no ano de 2021 foi de 10,9%, superando perdas de 2020

Somando, então, todos os subsetores, aqueles que tiveram crescimento – os ligados à tecnologia da informação e ao transporte aquaviário – o crescimento de todo o setor de serviços, desde o início da pandemia (março de 2020) foi de 6,6%.

Levando em conta apenas o ano de 2021, no entanto, o crescimento é ainda maior, 10,9%.

 

A desigualdade ficou apenas entre os subsetores

Importante ressaltar que, embora o crescimento tenha sido desigual entre os subsetores ligados ao setor de serviço – com as tecnologias da informação puxando a média de crescimento do setor para cima, o crescimento do setor de serviços ocorreu em todas as 27 unidades da federação.

Entre os Estados em que o crescimento do setor de serviços em 2021 foi maior estão Santa Catarina, na liderança, com 14,7% de crescimento, seguido por Minas Gerais – 14% de crescimento, Rio Grande do Sul – 12,1% de crescimento, São Paulo – 11,5% de crescimento, e Rio de Janeiro – 7,3%.